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Textos e atividades

Reflexão - É preciso ajuda profissional?

16/03/2017

Rosely Sayão para Folha de São Paulo em 14/03/2017

Uma Leitora está às voltas com a educação de dois filhos que estão em etapas diferentes da vida. O mais velho acabou de completar 15 anos e está na fase de oposição franca e aberta a tudo o que os pais dizem, pedem, orientam, mandam. A mais nova tem seis anos e entrou num período de ter medo de tudo: de ir para a escola, de dormir sozinha, do escuro etc.

"Haja paciência e humor para enfrentar essa barra!", me disse essa mãe, que acrescentou que seria bom fazer terapia pessoal para entender algumas reações que o filho mais velho provoca nela, tanto quanto uma terapia familiar, para ajudar o grupo a administrar melhor seus conflitos. O problema é que o dinheiro anda curto e não há como arcar com o custo desses atendimentos agora. "Como resolver essas questões sem ajuda profissional qualificada?", foi a pergunta final dela.

Essa conversa me lembrou de um fato que me incomoda já faz tempo. É cada vez maior o número de pais que não se sentem preparados, autorizados, "qualificados" a exercer seu papel educativo com os filhos. Eles acham que precisam de ajuda especializada constante para qualquer tipo de questão que os filhos apresentam.

Em tempos de uma oferta enorme de tutores pessoais para tudo –de organizar armários a estabelecer metas profissionais, passando pela alimentação, não é difícil entender essa sensação de despreparo que muitos pais sentem frente às demandas que a criação dos filhos lhes coloca.

Não é necessário que os pais sejam estudiosos das teorias das ciências da educação, tampouco que tenham a colaboração regular de profissionais de qualquer área do conhecimento para conseguir honrar seu papel com os filhos.

Fazer terapia pessoal e/ou familiar pode colaborar com a complexa tarefa de criar filhos no mundo atual? Sim, para quem tem disponibilidade pessoal, financeira e de tempo para custear esses atendimentos. Para quem não tem, há outras possibilidades. Pessoalmente, aprecio muito os caminhos que a arte e a cultura nos permitem trilhar.

Há, por exemplo, muitos filmes que nos permitem olhar como estrangeiros para famílias e relacionamentos de adultos com os mais novos e ver os equívocos que podemos cometer sem perceber, levados por nossos enganos e por diversas características de nossa sociedade.

Filmes que nos incomodam nos afetam. E vou citar apenas um, entre tantos: "A Lula e a Baleia". Nele, podemos ver como os pais podem criar, para os filhos, situações com as quais eles não conseguem lidar devido a alguns valores priorizados por nossa sociedade atual, como o culto à vaidade pessoal e o estilo juvenil de viver, por exemplo.

A maioria dos pais consegue dar conta de seu papel com os filhos sem a ajuda profissional direta. Há muitas colaborações profissionais indiretas que eles podem encontrar na internet.
Mas, para que essa ajuda seja produtiva, é preciso ser crítico com o que vê ou lê, não tomar os conceitos como regras ou receitas que podem ser universalizadas e considerar seu próprio estilo e o de seus filhos. Em poucas palavras: esse tipo de ajuda serve mais para iluminar e inspirar do que para repetir e copiar.
Uma boa educação dos filhos passa pela reflexão. Depois que eles vão dormir, você pensa nas atitudes que tomou com eles naquele dia e se pode fazer melhor?

Rosely Sayão é Psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia a dia dessa relação. Escreve às terças-feiras.


(Texto retirado da Folha de São Paulo, coluna da Rosely Sayão.  Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2017/03/1866239-e-preciso-procurar-ajuda-profissional.shtml#_=_ . Último acesso: 16/03/2017)

 

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O que é o CC?

Somos uma organização sem fins lucrativos, que permite o compartilhamento e o uso da criatividade e do conhecimento através de licenças jurídicas gratuitas.

Nossas licenças de direitos autorais são fáceis de usar e fornecem ao autor uma forma simples e padronizada de conceder autorização para que as pessoas possam usar sua obra intelectual (que pode ser desde uma expressão artística até um estudo acadêmico), sempre de acordo com as condições que o próprio autor escolher.

Assim, o autor pode, sem a necessidade de um advogado ou de um intermediário, dizer para todos como a sua obra poderá ser utilizada.

As licenças Creative Commons permitem, por exemplo, que você:

- autorize que as pessoas compartilhem e usem suas fotos, mas sem permitir que empresas possam lucrar com elas;

- acesse materiais de cursos das melhores universidades no mundo;

- incentive que leitores reproduzam os posts do seu blog, desde que eles dêem os créditos;

- encontre músicas para remixar, sem precisar pagar por elas.

Lembre-se: o Creative Commons não realiza registros de obras e não é uma alternativa aos direitos autorais. As licenças Creative Commons baseiam-se no sistema jurídico da propriedade intelectual e então permitem que o autor escolha os termos que melhor o agradem, sem qualquer custo.
 

Sou criador. O que o Creative Commons pode fazer por mim?

Se você quer dar às pessoas o direito de compartilhar, usar e até mesmo criar em cima da obra que você criou, você deveria considerar a publicação da obra com uma licença Creative Commons.

O Creative Commons lhe dá flexibilidade e protege as pessoas que vão usar sua obra, para que elas não precisem se preocupar com violações aos seus direitos autorais, desde que elas obedeçam as condições que você escolheu. Ao mesmo tempo, essas condições são colocadas de forma clara — por exemplo, todas as licenças exigem que o autor seja citado em cada uso futuro –, e de antemão, sem que você precise considerar cada caso individual. Se você quer permitir alguns usos de antemão, mas outros não, esses outros usos deverão ainda ser autorizados caso a caso por você.

Se você está procurando por algum conteúdo que você possa usar de forma livre e legal nas suas criações, existe um enorme número de obras licenciadas em Creative Commons e que permitem derivações. Para procurar obras licenciadas em Creative Commons na Internet, utilize nosso mecanismo de busca.

 

 

Missão e Visão

O Creative Commons quer desenvolver uma infraestrutura técnica e jurídica para maximizar a criatividade, o compartilhamento e a inovação, principalmente no ambiente digital.

Queremos permitir a efetivação o potencial total da Internet (a participação plena na cultura e o acesso universal à pesquisa e à educação), apostando numa nova era de desenvolvimento, crescimento e produtividade, baseada nos valores do compartilhamento e da abertura.

 

 

Por que criar o Creative Commons?

A possibilidade do acesso universal à pesquisa, educação e cultura é consideravelmente ampliada pela Internet, mas os sistemas legais nacionais nem sempre permitem que essa ideia seja  realizada.

Os sistemas de direitos autorais foram criados há bastante tempo antes da Internet e atualmente  acabam por tornar muito difícil de realizar legalmente algumas das ações mais corriqueiras da era  digital, como copiar, colar, editar a fonte e postar conteúdo em um site.

As leis sobre direitos autorais determinam que, em regra, todas essas ações precisam de expressa e prévia autorização por parte do autor da obra. Não importa se você é um artista, um professor, um estudante, um pesquisador, um bibliotecário, um político ou um usuário comum. Assim, o uso de uma obra sem a devida autorização é considerado pela legislação como violação aos direitos autorais, salvo algumas exceções.

Entendeu-se que, para atingir aquela visão de um acesso universal à cultura e ao conhecimento, seria necessário criar e disponibilizar uma infraestrutura gratuita, padronizada e pública que proporcionasse algum equilíbrio entre a realidade da Internet e as imposições excessivas das leis de direitos autorais. É esse papel que cumpre o Creative Commons.

 

 

O que nós fazemos?

A infraestrutura que criamos consiste em um grupo de ferramentas e licenças sobre direitos autorais, permitindo que o tradicional “todos os direitos reservados” seja substituído por “alguns direitos reservados” ou, até mesmo, por “nenhum direito reservado”.

Nossas ferramentas e licenças garantem a todos (desde Criadores Individuais até grandes Companhias, Instituições e Órgãos Governamentais) uma maneira simples e padronizada de manter seus direitos autorais ao mesmo tempo em que permitem certos usos de suas Obras.

A combinação de nossas ferramentas e nossos usuários é uma vasta e crescente concentração de commons digitais, na qual o conteúdo agregado pode ser copiado, distribuído, editado, adaptado e utilizado como base para uma nova criação, tudo dentro das determinações dos direitos autorais e das escolhas dos próprios Autores.

Ou seja, nós criamos a infraestrutura, mas são os autores usuários os próprios responsáveis por construir os commons digitais. Trabalhamos para desenvolver ainda mais a adoção de nossas ferramentas e apoiar nossos usuários com eventuais dúvidas procedimentais, servindo como um gestor eficiente dessa estrutura.