Telefone : (62) 3285-3658 / Email : secretaria@omnieducacional.com.br

Textos e atividades

Desordem do Processamento Auditivo

29/02/2016

DESORDEM DO PROCESSAMENTO AUDITIVO

O que é processamento auditivo?

Processamento auditivo se refere à capacidade de analisar e interpretar a mensagem sonora. Este processo acontece no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir. As habilidades auditivas envolvidas no processamento auditivo são: Localização auditiva, atenção auditiva, figura fundo, memória auditiva, análise e síntese auditiva.
 
O que são distúrbios auditivos?

Acredita-se que o distúrbio de audição pode envolver dois aspectos: O 1º é a perda auditiva, que é um impedimento da capacidade de detectar o som, podendo ser classificada quanto ao grau e quanto ao tipo. O 2º é o distúrbio (desordem) do processamento auditivo que se refere à inabilidade de analisar e/ou interpretar a mensagem sonora.
 
O que é distúrbio de processamento auditivo?

É uma alteração no desenvolvimento das habilidades auditivas, mesmo com a audição periférica dentro do padrão de normalidade. É totalmente diferente da perda auditiva. Em geral, encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem.
 
Quando avaliar o processamento auditivo?

Indivíduos com distúrbio do processamento auditivo podem apresentar alguns destes sintomas, e não necessariamente todos os listados abaixo:
- Dificuldade em seguir instruções orais;
- Dificuldade de comrpeender a fala em ambiente ruidoso;
- Agitados, hiperativos ou muito quietos;
- Desorganizados;
- Tendência ao isolamento;
- Baixo desempenho escolar;
- Solicita com frequencia a repetição das informações: âh? O quê?
- Problemas de fala: /l/ e /r/, /s/  e /ch/;
- Alterações na aprendizagem da escrita e/ou leitura;
- Dificuldades em organizar os pensamentos e apresentá-los por meio da escrita;
- Dificuldades para contar uma história ou dar um recado;
- Inversões de grafemas (letras)
- Dificuldade da lateralidade (direita e esquerda);
- Dificuldade em comprender o que lê;
- Dificuldades na precepção auditiva;
- Vocabulário restrito;
- Dificuldade de memórial
- Dificuldades com regras;
- Dificuldades em entender piadas e mensagens de duplo sentido;
 
Quais são os pré-requisitos para avaliação do processamento auditivo?

Os pré-requisitos para a realização do exame de Processamento auditivo são: Audição normal, idade superior a 6 anos, linguagem, atenção e inteligência suficientes para que a criança compreenda as tarefas. A avaliação auditiva periférica (audiometria tonal, vocal e imitanciometria) sempre deverá ser realizada anteriormente à avaliação auditiva central (exame de Processamento Auditivo). Deve-se descartar qualquer dificuldade do sistema auditivo periférico ao analisar o processamento auditivo. Pode-se complementar, quando necessário, com procedimentos eletrofisiológicos.
 
O que pode causar a desordem do processamento auditivo (DPA)?

- Hereditariedade;
- Otites frequentes durante os três primeiros anos de vida;
- Processor alérgicos respiratórios, tais como, sinusites rinites;
- Permanência em UTI – Neonatal por mais de 48 horas;
- Provação sensorial durante a primeira infância;
- Distúrbios emocionais;
- Distúrbios da comunicação humana que comprometem o sistema fonológico, voz, fluência e escrita;
- Dificuldades de aprendizagem e TDAH;
 
Como é a avaliação do processamento auditivo?

Para avaliar o processamento auditivo por meio de testes especiais comportamentais utilizam-se estímulos verbais (sílabas, palavras e frases) e não verbais especialmente gravados em CD de modo a permitir a apresentação de sons com distorções. Estes estímulos sonoros são enviados ao indivíduo, que será avaliado, antes dos fones de um audiômetro de dois canais acoplado a um “CD player” utilizando uma cabina acústica.
 
Qual é a classificação da desordem do processamento auditivo?

Existem três categorias para classificar a desordem do processamento auditivo. São elas:
Decodificação: nessa categoria, o processo gnósico auditivo prejudicado se refere à inabilidade para atribuir significado à informação sensorial auditiva quanto à análise do sistema finêmico da linguagem (dificuldades no processo gnósico acústico)
Codificação: nesta categoria, o proceso gnósico auditivo prejudicado se refere à inabilidade de integrar informações sensoriais auditivas e associá-las a outras informaçoes sensoriais. Integração + associação (dificuldade na associação fonema/grafema).
Organização: nesta categoria, o processo gnósico auditivo prejudicado se refere à inabilidade de representar eventos sonoros no tempo (dificuldade na habilidade de memória auditiva).
A desordem do processo auditivo pode ser classificada quanto ao grau: leve, moderada e severa.
 
Qual é o principal objetivo da avaliação do processamento auditivo?

O objetivo da avaliação do processamento auditivo é determinar as inabilidades auditivas, ter um parâmetro de medida quantitativo da qualidade da audição e contribuir no diagnóstico e no tratamento de diversos transtornos da comunicação oral e escrita.
 
O que fazer nas desordens do processamento auditivo?

Nas alterações de processamento auditivo a conduta principal é a fonoterapia associada ao treinamento auditivo em cabina acústica. O fonoaudiólogo deve propor modificações no ambiente em que a criança está inserida, promover a conscientizaçao de suas dificuldades, fornecer estratégias compensatórias e orientar a escola e a família.
O trabalho interdisciplinar é fundamental neste processo de reabilitação, envolvendo otorrinolaringologistas, neurologistas, psicólogos, psicopedagogos e demais profissionais que lidam com a criança.

Para maiores informações, esclarecimentos sobre o serviço, entre em contato conosco!
 
Mônica Pereira de Oliveira
Fonoaudióloga e Psicopedagoga
Mestre em Promoção de Saúde
 
 

Mais  

Voltar ao topo

O que é o CC?

Somos uma organização sem fins lucrativos, que permite o compartilhamento e o uso da criatividade e do conhecimento através de licenças jurídicas gratuitas.

Nossas licenças de direitos autorais são fáceis de usar e fornecem ao autor uma forma simples e padronizada de conceder autorização para que as pessoas possam usar sua obra intelectual (que pode ser desde uma expressão artística até um estudo acadêmico), sempre de acordo com as condições que o próprio autor escolher.

Assim, o autor pode, sem a necessidade de um advogado ou de um intermediário, dizer para todos como a sua obra poderá ser utilizada.

As licenças Creative Commons permitem, por exemplo, que você:

- autorize que as pessoas compartilhem e usem suas fotos, mas sem permitir que empresas possam lucrar com elas;

- acesse materiais de cursos das melhores universidades no mundo;

- incentive que leitores reproduzam os posts do seu blog, desde que eles dêem os créditos;

- encontre músicas para remixar, sem precisar pagar por elas.

Lembre-se: o Creative Commons não realiza registros de obras e não é uma alternativa aos direitos autorais. As licenças Creative Commons baseiam-se no sistema jurídico da propriedade intelectual e então permitem que o autor escolha os termos que melhor o agradem, sem qualquer custo.
 

Sou criador. O que o Creative Commons pode fazer por mim?

Se você quer dar às pessoas o direito de compartilhar, usar e até mesmo criar em cima da obra que você criou, você deveria considerar a publicação da obra com uma licença Creative Commons.

O Creative Commons lhe dá flexibilidade e protege as pessoas que vão usar sua obra, para que elas não precisem se preocupar com violações aos seus direitos autorais, desde que elas obedeçam as condições que você escolheu. Ao mesmo tempo, essas condições são colocadas de forma clara — por exemplo, todas as licenças exigem que o autor seja citado em cada uso futuro –, e de antemão, sem que você precise considerar cada caso individual. Se você quer permitir alguns usos de antemão, mas outros não, esses outros usos deverão ainda ser autorizados caso a caso por você.

Se você está procurando por algum conteúdo que você possa usar de forma livre e legal nas suas criações, existe um enorme número de obras licenciadas em Creative Commons e que permitem derivações. Para procurar obras licenciadas em Creative Commons na Internet, utilize nosso mecanismo de busca.

 

 

Missão e Visão

O Creative Commons quer desenvolver uma infraestrutura técnica e jurídica para maximizar a criatividade, o compartilhamento e a inovação, principalmente no ambiente digital.

Queremos permitir a efetivação o potencial total da Internet (a participação plena na cultura e o acesso universal à pesquisa e à educação), apostando numa nova era de desenvolvimento, crescimento e produtividade, baseada nos valores do compartilhamento e da abertura.

 

 

Por que criar o Creative Commons?

A possibilidade do acesso universal à pesquisa, educação e cultura é consideravelmente ampliada pela Internet, mas os sistemas legais nacionais nem sempre permitem que essa ideia seja  realizada.

Os sistemas de direitos autorais foram criados há bastante tempo antes da Internet e atualmente  acabam por tornar muito difícil de realizar legalmente algumas das ações mais corriqueiras da era  digital, como copiar, colar, editar a fonte e postar conteúdo em um site.

As leis sobre direitos autorais determinam que, em regra, todas essas ações precisam de expressa e prévia autorização por parte do autor da obra. Não importa se você é um artista, um professor, um estudante, um pesquisador, um bibliotecário, um político ou um usuário comum. Assim, o uso de uma obra sem a devida autorização é considerado pela legislação como violação aos direitos autorais, salvo algumas exceções.

Entendeu-se que, para atingir aquela visão de um acesso universal à cultura e ao conhecimento, seria necessário criar e disponibilizar uma infraestrutura gratuita, padronizada e pública que proporcionasse algum equilíbrio entre a realidade da Internet e as imposições excessivas das leis de direitos autorais. É esse papel que cumpre o Creative Commons.

 

 

O que nós fazemos?

A infraestrutura que criamos consiste em um grupo de ferramentas e licenças sobre direitos autorais, permitindo que o tradicional “todos os direitos reservados” seja substituído por “alguns direitos reservados” ou, até mesmo, por “nenhum direito reservado”.

Nossas ferramentas e licenças garantem a todos (desde Criadores Individuais até grandes Companhias, Instituições e Órgãos Governamentais) uma maneira simples e padronizada de manter seus direitos autorais ao mesmo tempo em que permitem certos usos de suas Obras.

A combinação de nossas ferramentas e nossos usuários é uma vasta e crescente concentração de commons digitais, na qual o conteúdo agregado pode ser copiado, distribuído, editado, adaptado e utilizado como base para uma nova criação, tudo dentro das determinações dos direitos autorais e das escolhas dos próprios Autores.

Ou seja, nós criamos a infraestrutura, mas são os autores usuários os próprios responsáveis por construir os commons digitais. Trabalhamos para desenvolver ainda mais a adoção de nossas ferramentas e apoiar nossos usuários com eventuais dúvidas procedimentais, servindo como um gestor eficiente dessa estrutura.